Querendo ou não, temos de apoiar e acreditar no Acordo Nuclear anunciado entre Turquia e Irã, intermediado pelo Brasil.
Temos de apoiar, primeiramente porque um acordo é sempre melhor do que uma contenda; só ao intencional agressor interessa o contencioso.
Temos de acreditar, pois mesmo que seja um engôdo iraniano, este país não poderá durante um bom tempo tentar quebrá-lo, Seria então uma manobra para ganhar tempo? Quanto tempo? Ganhamos este tempo, tempo suficiente para desdobrar, mas com a cabeça fria, estratégias pacificadoras.
No entanto, este acordo serve à todos, tanto ao Irã, quanto a Turquia, quanto a comunidade internacional que vê quão viáveis são as técnicas e estratégias diplomáticas. Serve a OTAN pois melhora as condições do flanco sudeste. Serve também ao povo americano, que tem diminuida a pressão sobre o orçamento militar. É bom para todos, é bom para o Mundo.
Hoje podemos relembrar Rio Branco, temos de lembrar de Paulo Nogueira Batista, de Sérgio Vieira de Mello, de Santiago Dantas, e de tantos outros que nos autorizam o orgulho.
Mas temos que comemorar Celso Amorim, Samuel Pinheiro Guimarães e todos que mostraram o motivo de nosso orgulho: a diplomacia brasileira.
Todos os brasileiros, do mais humilde ao mais importante, ainda que céticos ou descrentes, no fundo, no fundo, sentem uma imensa vaidade de terem a casa de Rio Branco como símbolo da competência e da Paz. Podem até me acusar de ufanismo mas hoje todos os brasileiros podem soltar da garganta um heróico brado retumbante:
Viva o Itamaraty, viva o Brasil
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terça-feira, 18 de maio de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Paulo Nogueira Batista: Obrigado embaixador
Acabei de ler, devorar seria o termo mais correto, uma publicação da Fundação Alexandre de Gusmão do Itamaraty, denominada "Paulo Nogueira Batista: Pensando o Brasil". Creio que o termo mais acertado seria "...Pensando e sentindo o Brasil", tal o grau de envolvimento humano do saudoso embaixador. Sua visão clara e destituída de floreios, direta, mas sem perder a elegência, mostra sua capacidade de ver através do óbvio, que para muitos mortais é barreira intransponível. Ele não se afeta nem se abala com louros nem besouros. É direto e conciso em suas análises. Mas, sobretudo, independente e patriota.
A sua capacidade de antever fenômenos que ocorreriam muitos anos depois mostra a capacidade de se nortear em meio a tempestades ideológicas, em meio a fascínios passageiros, em meio ao efêmero.
Deixou seguidores importantíssimos: Samuel Pinheiro Guimarães, Celso Amorim, entre tantos outros e que são motivo de orgulho para o nosso País, ou melhor, para a Humanidade.
Estivesse o próprio Rio Branco vivo, tenho certeza, teria neste um par, tal a capacidade de entender o jogo internacional, as suas complexidades políticas, as suas componentes históricas.
Muito está o Brasil a dever a este Homem. O mínimo que poderia dizer como cidadão, era:
Obrigado Embaixador.
A sua capacidade de antever fenômenos que ocorreriam muitos anos depois mostra a capacidade de se nortear em meio a tempestades ideológicas, em meio a fascínios passageiros, em meio ao efêmero.
Deixou seguidores importantíssimos: Samuel Pinheiro Guimarães, Celso Amorim, entre tantos outros e que são motivo de orgulho para o nosso País, ou melhor, para a Humanidade.
Estivesse o próprio Rio Branco vivo, tenho certeza, teria neste um par, tal a capacidade de entender o jogo internacional, as suas complexidades políticas, as suas componentes históricas.
Muito está o Brasil a dever a este Homem. O mínimo que poderia dizer como cidadão, era:
Obrigado Embaixador.
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