domingo, 3 de outubro de 2010

Canta Brasil

Na Rádio Nova Friburgo-AM, da cidade de mesmo nome, hoje o programa de domingos "Canta Brasil" , onde se toca música brasileira à pedidos, tem uma razão a mais para comemorar a MPB.
Uma música que deveria tocar seria "Brasil Pandeiro", pois o compositor Assis Valente também teria hoje motivo de continuar cantando "chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor". Não teria se suicidado, a CAIXA teria lhe salvo a vida, assim como já vez com milhões de brasileiros endividados que tinham como destino, determinado pelos neo-bobos, a miséria e a sarjeta. A CAIXA foi um dos instrumentos do Estado Brasileiro que o governo do metalúrgico usou para tirar o Brasil da inércia. Houve ainda outros, o Banco do Brasil, a Petrobras, a Embrapa; imagine se ainda houvesse a VALE, que foi doada.
Mas hoje o autor de "Brasil Pandeiro", "Capelinha de Melão", "Uva de Caminhão", "Camisa Listrada", "Cai cai balão", dentre vários sucessos e que foram interpretadas por Camen Miranda, Marlene e uma constelação enorme de astros do rádio, não teria mesmo morrido por estar endividado (perdão, falo apenas fisicamente) e teria visto que a letra de "Brasil pandeiro" se confirmou, pois a gente bronzeda acabou por decidir sair da senzala e buscar seu valor. Valor este que ainda custa ser percebido por uma quantidade razoável de gente que parece que mora na casa grande. Falando em casa grande e senzala, Gilberto Freyre hoje também estaria constatando seu vaticínio.
De tudo que sobra, após toda a exposição do que a sociedade e a sua pobre mídia tinha de politicamente mais atrasado, mais degradado e mais sórdido, se percebe que a visão profética daquele inspirado compositor se confirma. Se confirma pois passa-se a perceber que, como qualquer pessoa sabe, só se vence com determinação e esta só se consegue com auto-estima. O Brasil tem esta dívida para com Lula, trazer auto-estima. Somada a esta tem a sua sagacidade e capacidade de escolher quem estava absolutamente livre de compromissos outros que não a libertação de seu povo, Dilma.
Temos motivo para cantar o dia de hoje. Diria que o outro compositor se estivesse vivo saberia que sua canção seria o fundo, não apenas do programa da Rádio Nova Friburgo-AM, mas de nossa alegria, "Canta Brasil", Alcyr Pires Vermelho.
Temos de comemorar hoje pois, independente do resultado das eleições (na hora que escrevo este ainda não existe - 12h ), o Povo foi capaz de mostrar que já percebe e reconhece seus interesses, monstrando que os interesses nacionais, não são aqueles que lhes tentavam impingir os donos de outros interesses, até mais escusos, ou até de terceiros internacionais.
Escrevo apenas movido pela fé, independentemente se haverá ou não segundo turno. Escrevo apenas pensando no que o povo humilde desta nação ensinou aos pseudo-doutos, pseudo-cultos, pseudo-patriotas, pseudo-brasileiros, verdadeiros nada. Ensinou, porque aprendeu, que para ter valor há de sermos solidários com os mais humildes e mais pobres e por eles temos de fazer nossa opção de vida pela vida. Ensinou que discursos tipo "planejamento familiar" exigem que haja família, e para que haja família tem de haver bem-estar coletivo, pois muitas destas se dissolveram no desespero da fome.
Hoje temos de comemorar, pois como Povo, vencemos o medo; não temos dúvidas que somos capazes de dirigir nossos próprios destinos. Mostramos que não achamos mais bonito o forasteiro, apesar de dele tratar bem, é de nossa índole. Mostramos aquilo que os bem-nascidos insistem em negar, a capacidade de aprendermos e evoluirmos.
Há motivos para comemorar, há motivos para cantar, Canta Brasil !

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

De Getúlio a Lilly Marinho

Se contarmos o tempo em que os donos de jornal conviveram com o poder e nem se incomodaram com a negação absoluta da liberdade de imprensa, podemos rever 1954. Financiada abertamente pelos detentores do poder econômico, político, religioso e militar, panfletaram e intrigaram à ponto de gerar o episódio da Rua Toneleros e expor a ferida infectante que era ter um major da Aeronáutica servindo, quase oficialmente, de guarda-costas de um jornalista. Só não esperavam que o desfecho do suicídio de Vargas viesse atrasar o golpe por dez anos, nem que houvesse um General patriota e lúcido que lhes barrasse o golpe outra vez tentado, um nome que honra nossas Forças Armadas, o Marechal Teixeira Lott. Não contavam ainda com a bravura de outros brasileiros que os enfrentaram de mãos desarmadas nas ruas. Tiveram que apelar para uma história de cobertura ensenada pelo Cabo Anselmo e para a Igreja Católica, que à época não admitia que lhe levantassem o olhar, muito menos que atrapalhassem seus interesses; afinal o Banco Espírito Santo (soa estranho não ?) contava com nossas contribuições também. Mas voltando a contagem do tempo, retorno dizendo que é tempo demais para poder mudar hábitos. Não se muda hábitos de predadores facilmente, afinal os ursos panda levaram milhões de anos para aprenderem a comer bambú. Será que os sempre acólitos do poder serão capazes de abrir a mente e ver que podem sobreviver, não é comendo bambú é claro, mantendo um habitat não hostil e que sempre haverá espaço para quem convive pacificamente? O Professor Gilson Carone no seu belo artigo no www.cartamaior.com.br acha que não, e nos adverte dos fenômenos mais perversos.
Não posso discordar, tampouco concordar, falta-me ilustração para tanto, mas entendo que tal virulência se deve ao medo do que já tive a oportunidade de escrever neste blog, e que à rigor, quase confessou Arnaldo Jabor na sua fala(?) rancorosa. - Lula entronizou o mito de Joana D`Arc e exorcisou o mito de Amélia. Com isso pode-se inauguar uma era onde se desafiará os poderes dos senhores de engenho e se entronizará uma auto-estima que não se esperava nem tampouco se imaginava que existisse.
Vejam, o "jeitinho brasileiro", que era defeito, virou capacidade de adaptação, o "país do futebol" serviu de exemplo de capacidade de empreedimento, o nordeste cativo se transforma em polo idustrial. Aí estão sinais de mudança que não foram percebidas em sua profundidade pelos senhores-de-engenho da mídia. Não era de se esperar então que se comportassem senão como em 1954, (afinal não podem aprender a comer bambú tão facilmente, tem que continuar a comer o salmão que é tão numeroso).
Analogias biológicas e brincadeiras à parte, resta lembrar que Lula não vai se matar qual Vargas, Dilma muito menos; Dilma não vai desistir do combate qual Jango. Portanto aí reside o problema - Continuaremos no caminho do desenvolvimento a qualquer preço, e se a Dama de Aço mantiver o seu estilo, não negociará sua vantagem esmagadora. Estará ungida pelo poder legítimo. E tem mais: - por não ter a fisiologia de ter de criar alianças espúrias, já que os partidos políticos vieram à ela, e não ao contrário, estará de mãos livres para aplicar o rigor da lei. Aí habita a causa de tanto medo e de tanto ódio. Quase que se lê o aviso interpretado nas entrelinhas da choradeira e na virulência midiática: - Senhores possuidores de contas em paraísos fiscais, senhores detentores de renda não produtiva, senhores outros que se escondem dentro do próprio Estado, senhores que não se aceitam como Povo, atentem e se acertem. Esta mensagem está sendo lida e não falada, pois os tempos são outros. Ninguém vai se matar tampouco desistir, pois hoje "a esperança venceu o medo". Portanto a tentativa de queimá-la viva não se repetirá; a Igreja é outra, o povo já é outro, os tempos mudaram. O Papa é Bento XVI e não Bento XV (que canonizou Joana D´Arc). A única coisa que sobrou foi a fé e a auto-estima que se entronizaram. Pouco à pouco o complexo de inferioridade (de vira-lata) vai sendo substituído por um orgulho que era apenas tolerado no futebol.
Realmente não entenderam nada, talvez só a grande dama Lilly Marinho.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

The day after

Nestas duas últimas semanas, houve muito escândalo na mídia, muitos supostos dossiês, muitos verdadeiros podres apareceram, mas afinal, o que aconteceu com o processo eleitoral ? Se lermos os jornais internacionais, distantes do ruído local, como quem olhando bem do alto do Pão de Açucar só se observa o movimento das ruas; o barulho nem chega lá. Nestes se observa o resultado das pesquisas, pura e simplesmente. Pouco se lhes dá se os nossos jornais perderam a vergonha definitivamente. Se lermos os jornais locais ( há excessões ) parece estarmos diante, não de uma campanha eleitoral, afinal o que está escrito nada tem de cobertura jornalística, é pura e simplesmente uma ação de desespero, mas diante de uma ação evasiva. Percebe-se claramente que já perderam o senso de direção. Algo me diz que trata-se do medo do "The day after" . Não da obra cinematográfica de Roland Emmerich, mas do que será capaz a Dama de Aço. Cobrará as dívidas reais do BNDES? Irá retirar a propaganda do Banco do Brasil, da Caixa, do Governo etc..? Eis a grande dúvida. Por isso entendo o gesto sábio de Dona Lilly Marinho. Sabe-se lá ?...ter de trocar champanhe francês por água de côco?
Vejo que os bombeiros não chegaram, demora-se a levantar a bandeira branca e isto poderá resultar em confronto real. E lembro que a corda arrebenta sempre do lado mais fraco. Quem detém o poder então ? Estarão apostando nos seus acólitos, ou no judiciário manco ? Judiciário que já deu provas que tem a balança desregulada ?
Com tudo isto me questiono se o que passa diante dos olhos não é um processo democrático ou de uma rotina republicana, mas a chegada da hora final para alguns que, quase irracionalmente, acreditavam ter alguma chance diante da sagaz, esperta e cristalina sabedoria de Lula. Entendeu a real natureza de seu posto e viu quem deveria se sentar todo dia em sua cadeira: o povo. Por isso tolerou muita coisa, fez vista grossa para outras, mas não perdeu o obejtivo, que era governar para todos e alcançar o que era mais caro, o desenvolvimento para todos. Tinha noção exata onde deveria chegar e fez tudo que era preciso em termos de rigor, juntamente à tolerância, para alcançar o objetivo. Tanto tinha certeza de sua missão que escolheu alguém absolutamente distante da politicanagem. Alguém que o adversário nem percebeu a força. Mas a força lá estava, qual Daví, que conhecia um meio de vencer e tinha a responsabilidade de sobreviver. Seus adversários não se deram conta do tamanho do embate, pois não estavam acostumados a travar luta neste terreno. As coisas ficavam sempre no dise-me-disse, na troca de favores etc... Quando chegou a hora de entender a origem do termo "companhêro", não perceberam a profundidade deste, ( que come o mesmo pão ) e qual uma Pompadour mandaram comer brioche. Não sabiam que o povo entendia de politicanagem e não iria trocar o pão de cada dia, que agora havia na mesa, por uma promessa vã como todas as outras que lhe fizeram há décadas. Não, não perceberiam a realidade, pois sempre habitarm fora dela. Caso contrário não teríamos nas metrópoles, as favelas, as periferias miseráveis, convivendo com palácios. Não sabiam e não perceberam que a escolha desta mulher era para valer. Só quem poderia perceber era quem estivesse livre da "trava nos olhos, que oculta a visão" (Mt 7:3), ou seja, quem vivesse o dia-a-dia da busca pelo pão de cada dia. Só estes entenderam e sentiram a diferença. Os programas sociais (Bolsa Família, Fome Zero, etc...), que eram chamados de esmola, mostraram que é, e sempre será, a verdade do pão da vida que saciará a fome, a que libertará os povos.
Está escrito em Lucas (6: 25) "-Mas, ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome".
Tenho certeza até que a sabedoria daquela Senhora Marinho, mais que o medo de passar fome, a fez perceber que era chegada a hora de corrigir o passado; pena que os "meninos" Marinho não tenham percebido. Aquela senhora pensou no "the day after".

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ah, quem dera...

Quem dera, se esta convulção de moralismo fosse verdadeira. Quem dera se estes paladinos da ética se comportassem assim fora da época de eleições. Quem dera fosse sincera tal peroração. Quem dera se se comportassem o tempo todo como honestos e sinceros. O fato real é que esta pantomima não irá convencer senão os querem ser convencidos, mais ninguém.
Nada fala mais alto que o emprego e o bem estar social. E é este o discurso que Dilma e Lula devem manter: lembrar dos milhões e milhões de novos trabalhadores de carteira asinada. Só isto basta para dar fim a este triste espetáculo de hipocrisia e deboche.
Se não bastasse este expediente torpe e primário, com a cara mais deslavada, continuam usando a imagem de Lula. É muito apego ao poder mesmo; também não é pra menos: - como vão enfrentar as cobranças do BNDES ? Como vão agora responder as investigações do Banestado? Como vão agora parar o processo do Arruda ? Como vão se explicar se se aprofundar a investigação da Telemar? Há um sem fim de cobranças que Lula não fez, pois foi maduro bastante para garantir primeiro o crescimento e que agora tais cobranças podem (ou devem) ser consumadas. Aí está a verdadeira causa do desespero. As questões que estão criando tanto desespero não são eleitorais, e sim as dívidas imensas que terão de honrar com o erário. E todos sabem que a Dama de Aço não é de deixar barato.
Aposto com qualquer um que iniciado o mandato de Dilma vai ter muita gente indo para fora do país, esperar para ver o que vai acontecer. Todas estas empresas jornalísticas que estão penduradas no BNDES devem devolver ao Povo Brasileiro, pois esta dívida é para com ele; terão de se decidir, caso contrário...
Acho até que chegando bem próximo ao dia 3, ou seja, lá para semana que vem, vai haver uma fila de enviados negociadores para levantar a bandeira branca. Esperem e verão. Quem dera que fosse para devolver a grana. O problema é que o Brasil não pode parar para ficar fazendo conta. As iniciativas dos programas estruturantes (PAC, Bolsa, PROUNI, etc) já renderam bilhões de receita e de novos negócios, novos empregos. Valor que irá ser muito maior do que estes pesudo-economistas, pseudo-financistas, pseudo-modernos arrogantes surrupiaram do país.
Quem dera se já estivéssemos em tempos de campanha onde estaríamos discutindo programas. Ainda temos que passar pela etapa da baixaria; também pudera, há poucos saímos de tempos coloniais e neo-bobos.
Ah, quem dera.
Quem dera pudessemos cobrar a dívida com juros dos tempos neo-bobos.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Entrevista ?

Tive a oportunidade (rara) de ver a entrevista de ontem 30/08/10 onde a TvGlobo fez uma sabatina na Dilma. Acho que foi a primeira candidata, (se foi sorte ser a primeira, não sei) deixará um referencial de postura, de conhecimento da economia do país e que mostrou estar mais do que preparada para conduzí-la. ( Deixou ainda a clara imagem de quem sabe enfrentar opostos, as vezes até mal educados ). Lembro que diziam que o metalúrgico não estava; olha no que deu, recorde de crescimento econômico.

Não lamento que os que vierem depois nas entrevistas , mesmo sendo apaniguados, venham ser comparados, pois inevitavelmente o serão no dia 3 de outubro. O que está em segundo lugar nas pesquisas, como não sabe refrear a ira e mostra postura descontrolada, poderá sofrer até uma queda nas próximas pesquisas, paciência.

O que importa é que ontem ví uma notória diferença de tratamento dado pelos entrevistadores. Assim como eu, vários outros brsileiros viram. Isto só faz acender o espírito de justiça.

Não se pode mesmo chamar de entrevista e sim uma sabatina, mas que alavancou ainda mais a candidatura de Dilma, ah, isso alavancou sim. Pois aquele que fustigado pelo inimigo mantém a sua postura, a calma e a segurança com que tratou dos assuntos econômicos, terá inevitavelmente de ser reconhecido positivamente, ainda que a própria mídia force a interpretação oposta. Não se trata aquí de opinião política e sim de percepção e sutileza.

Faltando trinta dias dias para as eleições, funcionando à pleno vapor a fábrica de escândalos e futricas, pois só resta agora levantar supostos dossiês, de supostas pessoas, de supostos casos, vejo que a suposta oposição vai mesmo é correr atraz de uma suposta vitória. Já não tem condição de enganar mais ninguém. Como se diz popularmente: quem bate esquece, mas quem apanha jamais. O povo já apanhou muito das besteiras dos doutos neo-bobos. Fazer entrevista com o mesmo viés de pancada, só faz reacender um sentimento de justiça. Será que não aprendem ?
Entrevistas e mídia à parte, vale agora como nunca, a ação da militância ampla geral e gratuita.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

UPP e eleições

Já ouví dizer que as UPP´s seriam eleitoreiras. Realmente não me surpreendo, dado o fato que realizações no passado, mormente no âmbito da Segurança Pública, sempre tinham como objetivo alavancar o pretendende a cargo eletivo, via de regra um secretário de segurança. Mas hoje ninguém pode dizer que as UPP´servem à canditatura do atual Secretário. Maledicências à parte, estas afirmações não passam de eco de periódicos absolutamente comprometidos com a teoria do quanto pior melhor. Não preciso dizer nomes, todos sabem a quem me refiro.
Não preciso ir em socorro das UPP´s; o povo sabe muito bem a sinergia benéfica que elas promovem. Sou vizinho de uma UPP, a da comunidade, futuro condomínio, do Santa Marta. Me obrigo a testemunhar benefícios para moradores no seu entorno, a valorização de seus imóveis, o retorno da vida noturna, o retorno do centro gastronômico, isto sem contar o benefício ao comércio local em todos os níveis.
Mas não é apenas este benefício material que deve ser enfatizado. O maior benefício é o exemplo dado aos menores, que antes tinham na figura do traficante, um ideal de vida, ainda que efêmera.
Cabe ainda a evolução paralela da educação; e aqui me refiro não apenas ao tão reclamada compensação financeira. Me refiro ao compromisso da qualidade do ensino que os educadores têm de ter, se querem merecer este nome. Tenho certeza que os cidadãos das comunidades pacificadas saberão cobrar logo, logo, o seu direito a uma educação de qualidade; direito de qualquer cidadão, não importa a sua inserção em qualquer que seja a classe social, a cor da sua pele, o seu credo religioso. Está na constituição este direito.
Já vencida a etapa da descrença, pois não crer ou não apoiar esta iniciativa do Estado é mera mesquinharia e pequenez, deve se partir agora para a plena presença do Estado, aliás como está sendo feito na vizinha Santa Marta, onde moram cidadãos meus vizinhos.
A educação deve ser a etapa de coroamento desta iniciativa.
Vejo que os horizontes se clareiam e se afirmam na direção da soberania. Soberania que somente será conquistada, quando todos os direitos civís foram plenos, quando a educação for de qualidade para todos, quando as oportunidades foram as mesmas para todos, quando então o fenômeno de um Presidente metalúrgico não seja um fato raro. Quando os filhos de todos os metalúrgicos, de todos os lenhadores, de todos os serventes, de todos os médicos, de todos os banqueiros, de todos os militares, de todos os empresários, de todos os professores, e de todos os demais Trabalhadores, tenham igual oportunidade de viverem com dignidade e aspirarem a comandar o seu Povo.
As UPP´s não são uma realização de caráter eleitoreiro não; são uma realização de caráter cívico. Servem como prelúdio de uma epopéia de libertação.
Que Sergio Cabral seja abençoado por esta iniciativa e que receba a justa recompensa para mais um mandato e que Deus lhe dê saúde para terminar esta obra. Que no futuro tenhamos vários Cabrais, vários Beltrames, várias Dilmas, não importa as suas origens. Para isto temos que construir agora muitas UPP´s. Estaremos sempre agradecidos.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Programa Eleitoral

Assisto os programas da propaganda eleitoral na TV raramente ( o poder sobre o controle remoto não é meu mesmo). Mas o pouco que tenho assistido me leva a deixar de chamar o responsável pela campanha de Dilma de "marketeiro". Acho até que é um adjetivo deletério. Tal a agudeza de sua percepção, acho que é um cientista político. No entanto devo admitir que há uma relativa facilidade no seu trabalho, na medida que concentrando-se apenas em relalizações e no enriquecimento do País a coisa flui facilmente e passa ser óbvia a percepção por parte do Povo. Tanto é verdade que as pesquisas (embora não ganhem eleição) mostram transferência de eleitorado do Zé, como gostam agora de falar ( soa falso não ?), para Dilma.
Espero que políticos, a própria justiça Eleitoral, a sociedade em geral, perceba que os tempos são outros. O aumento da auto-estima mudou os referenciais. Não adianta humoristas políticos tentarem inverter a ordem das coisas; o paradigma neo-bobo (achei ótima esta criação do engraçado FHC, quando se referia a neo-liberalismo) mostrou ser ineficaz e altamente nefasto para economia de qualquer país. Veja-se o caso dos países que o adotaram em que situação deplorável se encontram. Daí derivam referenciais midiáticos e jurídicos.
Não quero diminuir o trabalho do coordenador técnico da campanha, João Santana, pelo contrário, mas, diante da acachapante diferença de resultados de governo, parece óbvio o resultado do seu trabalho. No entanto uma coisa fica evidente, o caráter didático das peças produzidas. Esta qualidade é inegável. Quiçá esta qualidade ainda aumente mais a quantidade de votos que Dilma arrebatará de seus oponentes e dos neutros e alienados.
Não admitir que Lula é um fenômeno e que sua obra deve ser continuada agora só tem um qualiticativo. E ninguém quer tê-lo.
Que venha Dilma e os benefícios sociais já conquistados.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Os três talentos

Refletindo sobre a missão da futura Presidente, me lembrei da passagem no Evangelho onde Jesus fala da distribuição, antes da viagem do senhor, aos servos, dos talentos e que é citada em (Mat.25).
Em verdade posso dizer que Lula recebeu cinco talentos, em meio a tantos problemas, deficits enormes, economia estagnada, desemprego e todos os demais que caiam do saco de maldades do neo-liberalismo (aliás, neo-bobismo, como dizia o vaidoso, mas engraçado FHC)
Um dos talentos seria a esperança do Povo brasileiro, o principal; um outro seria a sua capacidade de resistir a tantas derrotas e provações; um importante, e que custou a chegar, ainda não plenamente, foi a democracia política, duramente perseguida; outro foi a nossa intrínseca tolerância racial e religiosa; Um enorme e rico país. E o último destes, mas não menos importante, a militância da esquerda, sem a qual não teria chegado a presidência. Militância teimosa como ele, aguerrida, chamada de jurássica, muitas vezes surrada nas ruas pelas forças policiais que teriam a missão de protegê-las.
Acho que foram estes os talentos. E se bem me lembro da parábola, o servo que recebeu um talento, enterrou-o como fizeram os seguidores do neo-liberalismo e acovardados diante de impérios outros, achando que a missão era guardar os recursos, que nem lhes pertenciam, sem multiplicá-los, tão dominados pelo medo estavam, medo que ainda tentam disseminar, pois ainda não entenderam que o Povo Brasileiro é seu verdadeiro senhor.
O segundo, também andou esquecendo da missão de multiplicar. Somente o terceiro entendeu a missão de multiplicar, e cheio da crença no seu Povo, foi capaz de ter sucesso e ser recompensado pelo Senhor.
Quanto ao primeiro? Ah, este foi "lançado nas trevas exteriores", como diz a Escritura.

Portanto, digo mais diretamente à aqueles que são crentes das Escrituras, as parábolas são lições e avisos. Se bem as entendermos facilmente poderemos perscrutar a alma das pessoas e do Povo. No caso presente, posso lhes dizer que o servo que multiplicou os cinco talentos ainda recebeu daquele que nada fez, pois assim foi ordenado.
Hoje vemos (nesta analogia, para os não crentes, ou neste retrato, para os não crentes), que quem entendeu a importância e a missão ao receber os cinco talentos, ainda terá como recompensa o que teria aquele inservível servo. Minas Gerais, e quiçá São Paulo, serão a demonstração clara, inequívoca e plena desta parábola, que me ocorreu na lembrança.
Conforme o tempo vai passando cada vez mais vai se afirmando esta analogia, ou parábola.
Os talentos vão se multiplicando e as recompensas vão se seguindo.
Independentemente de qualquer analogia, posso dizer que as nossas UPP´serão a maior prova de que valer acreditar, de que vale investir, são talentos que valerão ouro puro. Pelo menos Sérgio Cabral e Beltrame mostraram e estão tendo o reconhecimento do Seu Povo.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Linda capa de revista

Somente hoje pude ver o bom gosto da revista "EPOCA" ao colocar na capa o "Retrato de Dilma quando jóvem". Talvez estivessem pensando em James Joyce ? Não, estavam praticando a mais primária, ou desesparada, escapatória, atirando o último cartucho talvez. Já não é segredo para ninguém, nem para uns, nem para outros que, há menos de dois meses das eleições, já se configura um resultado. Não esperado pelas oligarquias e inocentes úteis parece. Tinham a ilusão de poder enganar a enorme massa de trabalhadores, antigos e novos, de carteira assinada e mesmo sem carteira, que o neo-bobismo (gosto sempre de usar este neologismo criado pelo engraçado FHC) vai melhorar a vida de alguém, de algum país que seja.
Já não é mais possível sustentar a mentira. Quando esta editora coloca na capa a imagem de Dilma quando jóvem, apenas faz crescer no povo a sua admiração por aquela menina e acaba por gerar o efeito inverso ao que esperavam. Melhor seria colocar programas ou teses, se as têm. Melhor seria uma saída honrosa, do que tentar um expediente tosco como este, que acabou tendo efeito oposto ao que queriam. A militância de Dilma adorou e está produzindo camisetas com esta foto. O que quer dizer: "Ela tem um passado, que não renega", Logo, e este pensamento se desdobra à seguir, tem futuro.
Relamente gostei da capa da "EPOCA" e agora escrevendo apareceu uma dúvida: "-Será que realmente são mais espertos que eu pensava e tentam aumentar a venda nas bancas ?". Nada melhor que guardar esta edição para mostrar no futuro aos jovens brasileiros como vale a pena lutar pela sua Pátria.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Uma pergunta que volta

No mês de março pude descrever uma pergunta que revelava curiosidade e, ao mesmo tempo, um desejo de compartilhar idéias. A pergunta era "Por que Lula escolheu uma mulher para lhe suceder ?" . -"Para não perder uma oportunidade histórica de quebrar um paradigma", dizia eu naquela época. Dizia ainda da quebra de mais paradigmas, mas o mais impoirtante foi a de desmentir o ne-liberalismo "neo-bobo" como bem disse FHC. A mentira foi exposta à aqueles que nela acreditavam; não ao povo sofrido que sabia muito bem o que gerava na sua vida a falta de um emprego.
Mas hoje, passados poucos meses vejo mesmo que a mais importante causa da escolha desta Mulher foi o de ter extirpado de corações e mentes o valor mais arcaico e mais provinciano: Ser comandado por uma mulher.
Dizia ainda à época que "ao quebrarmos o paradigma de comando apenas masculino estaríamos abrindo espaço para outros avanços e acelerando a evolução para estágios mais maduros de socialização" e retirava-se o complexo de Amélia e se entronizava Joana D´Arc
na alma dos brasileiros.
Ao se entronizar este novo se introduzem então novas possibilidades no inconsciente coletivo. Se injeta esperança, se injeta o "Pensamento da Possibilidade", como diria o reverendo pastor Robert Schuller.
Daí a necessidade deste passo adiante, desta ousadia que o Povo é capaz, por estar tão acostumado a vencer desafios todos os dias, desde o acordar até chegar ao emprego, que tanto custou a chegar.

Hoje, não me resta dúvidas do acerto da escolha, me resta apenas ver que temos que manter esta conquista. Mesmo havendo entre nós tantos trânsfugas e insensíveis ao sofrimento alheio, não há como não tirar coragem para lutar. "Verás que um filho teu não foge à luta" escreveu Duque Estrada em 1822. Seria mais exato hoje: "Verás que um filho e uma filha teus não fogem à luta".
Não tenho mais dúvidas que a escolha foi inspirada na derradeira imagem da mãe:

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!