Observando o efeito da tecnologia nas transmissões desta Copa de 2010, pudemos ver não apenas aquela relacionada a transmissão de imagens, mas também aquelas aplicadas no jogo e as aplicadas no tratamento das imagens, com detecção de impedimentos não apitados e impedimentos inexistentes, faltas etc.... Falando assim o meu leitor vai imaginar que sou grande conhecedor de futebol. Não sou não, apenas observo e escuto a opinião dos sabidos e ás vezes enfadonhos comentaristas.
O que me faz refletir sobre a tecnologia aplicada são as enormes somas investidas neste aparato tecnológico. E uma pergunta vem à mente de todos nós: - Seria possível ter todas esta soma aplicada em atividades assistenciais, em atividades de socorro médico, policial, de bombeiros e demais serviços emergenciais? Não sou daqueles que se acha Alice no país das maravilhas, que acha que o mundo é injusto e tudo deveria ser como sonhamos. Acho sim, que temos uma enorme oportunidade de testar idéias e aproveitar este imenso cabedal tecnológico para por em prática novos paradigmas de sua aplicação no plano social. O Governador do Estado do Rio de Janeiro recentemente deu um salto para o futuro quando instalou internet nas favelas da cidade do Rio de Janeiro. Não precisa dizer o quanto se ouviu de críticas; no mínimo o chamaram de demagogo. Pois como poderia tamanha "quebra de paradigma" ? E é neste ponto que quero me fixar: - A aplicação da tecnologia se pauta por opções mais do que políticas, mais do que imediatas e é um instrumento de evolução cultural. A própria história da evolução da humanidade está marcada por eventos tecnológicos. Exemplos não faltam: a roda de fiar permitiu produzir agasalhos de lã, salvando os povos europeus da morte pelo frio, o estribo de montaria permitiu aos arqueiros montados hunos guerrearem com as mãos livres, mudando o curso de batalhas e alterando a extensão de dominação romana, o arado foi um enorme salto na produção de alimentos. Podemos até dizer que os instrumentos de naveção, levaram os europeus até as Américas trazendo a batata e o milho, o que também contribuiu para diminuição da fome. Tudo isto sem contar os exemplos modernos das vacinas, dos fármacos, da produção agrícola e do transporte, que em menos de cinquenta anos elevou a população do planeta de 2,5 bilhões para os atuais 6,5 bilhões de seres. Vale lembrar que muitos pensam hoje em diminuir tal população; é mais fácil comandar um mundo vazio. Aliás, os nazistas já pensavam assim...
O desafio que temos pela frente não é criar tecnologia apenas, é saber aplicá-la também. E tal sabedoria tem de incorporar valores humanitários e, portanto, exigindo criatividade e um alto nível de formação técnica por parte dos decisores das empresas e dos estados nacionais. O famoso Willian Shakespeare dizia há séculos: "Há instantes que os homens são senhores dos seus destinos". Hoje, neste século, não há como fugir a este desafio, a quebra de paradigmas exige sabedoria e coragem, para que não sejamos senhores de um destino medíocre.
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quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
As opções tecnológicas
Quando vejo análises que consideram a importação mais barata como justificativa em projetos de interesse nacional, fico pensando quão ingênua e leviana é a mente dos seus autores; nem quero considerar como má fé.
Afinal, como acham que estes detentores de tecnologia alcançaram a posição que estão no presente?
Quando estavam, em passado não tão remoto, na mesma situação que estamos hoje, não optaram pelo mais fácil. Seus estados, ou melhor, seus homens do estado, optaram pelo compromisso com o futuro. O futuro que nem lhes pertencia, pertencia a seus filhos. Simplesmente não discutiram preço, fizeram.
Temos agora no país as condições mais óbvias, a experiência de sucesso, então não vejo mais espaço para justificativas levianas. Não há mais porque optar pelo medo. Iremos tentar, errar, tentar de novo, até conseguir o melhor desenho, o melhor desempenho.
Qualquer que seja a opção tecnológica, podemos fazer. Os segredos industriais acabam se revelando por sí só, as vezes perdidos na internet. Lá já capturei algumas deixas incríveis de desenho de sistema. Mas também lá deixei imensas contribuições.
A opção então pelo arejamento das mentes, irá mostrar um novo caminho onde a propriedade irá servir a todos e ainda renderá lucros. Mas acima de tudo terá de haver um Estado que, resguardando os interesses do povo, conduza para caminhos de progresso e distribuição de riqueza e de oportunidades.
Deixado a nação, à revelia da mão invisível do mercado, verá que esta mão louca irá distribuir bofetões e , descontrolada, não terá um cérebro a lhe guiar na construção de riqueza e da justiça social. Quem pregou tal liberdade para esta mão invisível, jamais a praticou. Caso contrário, estariam na mesma condição que nos encontrávamos, ingênuos, levianos, e pobres.
Todo o caminho para cima é árduo. Para baixo, todos sabem...
Portanto basta de ingênuas e puerís reclamações e optemos pela nossa tecnologia, pela nossa indústria; confiemos em nossos empreendedores, em nossos jovens. Temos com eles, um encontro marcado com o futuro.
Afinal, como acham que estes detentores de tecnologia alcançaram a posição que estão no presente?
Quando estavam, em passado não tão remoto, na mesma situação que estamos hoje, não optaram pelo mais fácil. Seus estados, ou melhor, seus homens do estado, optaram pelo compromisso com o futuro. O futuro que nem lhes pertencia, pertencia a seus filhos. Simplesmente não discutiram preço, fizeram.
Temos agora no país as condições mais óbvias, a experiência de sucesso, então não vejo mais espaço para justificativas levianas. Não há mais porque optar pelo medo. Iremos tentar, errar, tentar de novo, até conseguir o melhor desenho, o melhor desempenho.
Qualquer que seja a opção tecnológica, podemos fazer. Os segredos industriais acabam se revelando por sí só, as vezes perdidos na internet. Lá já capturei algumas deixas incríveis de desenho de sistema. Mas também lá deixei imensas contribuições.
A opção então pelo arejamento das mentes, irá mostrar um novo caminho onde a propriedade irá servir a todos e ainda renderá lucros. Mas acima de tudo terá de haver um Estado que, resguardando os interesses do povo, conduza para caminhos de progresso e distribuição de riqueza e de oportunidades.
Deixado a nação, à revelia da mão invisível do mercado, verá que esta mão louca irá distribuir bofetões e , descontrolada, não terá um cérebro a lhe guiar na construção de riqueza e da justiça social. Quem pregou tal liberdade para esta mão invisível, jamais a praticou. Caso contrário, estariam na mesma condição que nos encontrávamos, ingênuos, levianos, e pobres.
Todo o caminho para cima é árduo. Para baixo, todos sabem...
Portanto basta de ingênuas e puerís reclamações e optemos pela nossa tecnologia, pela nossa indústria; confiemos em nossos empreendedores, em nossos jovens. Temos com eles, um encontro marcado com o futuro.
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